Publicado por: adoradorblogueiro | dezembro 9, 2007

Vai tudo bem?

A pergunta de Geazi à Sunamita merece meditação neste ainda fim de ano. Revela interesse pelo bem-estar do próximo e provoca reflexão. Veja: “Vais bem? Vai bem teu marido? Vai bem teu filho?” (II Rs 4:26).

Primeira pergunta: Você vai bem? Este é o ponto de partida. Tiago diz que a causa básica dos conflitos sociais está no interior do homem. Você está em paz com você mesmo? Vai bem com seus sentimentos? Vai bem com o que pensa? Vai bem nas suas ações? Ou uma insatisfação freqüente lhe rouba o bom humor e você anda de mal com a vida? De mal com você mesmo, dificilmente estará de bem com seu semelhante. Exatamente por ser semelhante. Neste caso, mais cômodo é cultivar a “comunhão” com um cachorrinho, que exige bem menos do que uma pessoa, e que nada questiona. A conclusão pode parecer estranha, mas não é absurda.

Ainda neste aspecto individual, outras perguntas podem ser feitas, como:
Vai bem no emprego? Vai bem na escola? Vai bem na vida devocional? Vai bem na família? Vai bem na igreja? Vai bem…?

Segunda Pergunta: A sua família vai bem? Em sentido absoluto, que família pode ir bem? O pior é que, mesmo em sentido relativo, inúmeras famílias vão mal. Do ponto de vista físico, emocional, social, moral e espiritual, quanta carência de saúde! Sem mencionar as finanças escassas, que abalam a estrutura do lar e interferem nos relacionamentos. Curioso é que a mulher a quem Geazi dirigiu a pergunta era rica (versículo 8), mas havia perdido o único filho (versículo 20). É uma amostra de perda que resulta em dor profunda. E as constantes perdas morais e espirituais na família hoje?

Terceira pergunta: A sua igreja, vai bem? Esta pergunta não consta no texto, mas torna-se válida, diante das tremendas crises que ameaçam nossa estabilidade individual e familiar, com reflexos inevitáveis no ambiente da igreja. Também é uma pergunta que se trás certo constrangimento aqueles que nem a igreja vão.

Crentes fortes e famílias fortes garantem uma igreja forte. O que caracteriza a nossa igreja? Zelo doutrinário? Preocupação com a santidade? Atenção aos estudos bíblicos e à oração? Amor à obra missionária? Laços de fraternidade? Qual a sua participação em tudo isso? Você coopera ou põe defeito nos que cooperam? Trabalha ou dá trabalho? Faz crítica construtiva ou destrutiva?

Afinal, vai tudo bem? O comum é respondermos: “Tudo bem”. “Tudo jóia”. “Melhor é impossível”. “Tudo beleza”. “Se melhorar piora”. Por que respondemos assim? Será sinal de incapacidade para superar limitações? Ou desejo de esconder o que não vai bem? Ou receio do que os outros vão pensar de nossas fraquezas? Elas não deixam de ser expressões otimistas, mas nem sempre são verdadeiras. A Sunamita, embora com o filho morto em casa, conseguiu afirmar: “Tudo vai bem” (versículo 23).

Que este fim de ano traga uma retrospectiva para repararmos as perdas sofridas, algumas delas, com certeza, irreparáveis. Que neste novo ano de 2008 possamos alcançar realizações que nos façam vitoriosos, quer como indivíduos, quer como famílias, quer como igreja.

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